19.6.10

8:58 p.m.

As vezes acontece algo estranho aqui dentro, uma vontade de chorar repentina, uma vontade de querer ficar sozinha, mas ao mesmo tempo, de querer você dormindo ao meu lado, escutar a sua respiração lenta próximo ao meu pescoço.
As vezes, junto com essas vontades vem um sono louco, querendo me consumir por inteira, tirando minhas forças e vontades, fazendo com que eu me concentre somente nas trivialidades de um sonho ou outro, que diga-se de passagem, não ando me lembrando deles com muita frequência.
Ultimamente os famosos 'surtos' andam me invadindo assustadoramente, temo estar descontrolada, a mente não para, não sabe a hora de estagnar e esquecer.
Pensamentos dramáticos me rodeiam, o que é pior, e o cansaço alcança rapidamente, por noites e noites seguidas...
Acho que é hora de parar de escrever, dormir um pouco e tentar parar de pensar, ficar quieta...

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Pela primeira vez tenho de agradecer pelo dia dos namorados, boas recordações, boas lembranças...
Só besteira, enfim...

7.6.10

-^Birth^-


Hoje é dia de cantar "Parabéns",
Dia de acabar mais velinhas,
Dia de ficar mais velha,
Dia de lembrar algumas, muitas memórias que jamais serão esquecidas,
Dia de ganhar abraços, de preferências os carinhosos,
Dia de sorrir e chorar, por alguma mensagem linda,
Dia de lembrar,
Dia de iniciar um novo ano, nova idade,
Dia de refazer alguns planos e projetos (e tentar realizá-los :P),
Dia de pensar positivo (está funcionando...),
Dia de fazer pedidos,
Dia de comemorar com quem se ama.
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Sim, é um bolo na photo, sim, eu estou animada (o que chega a ser estranhíssimo), sim estou querendo comemorar de forma simples e com pouquíssimas pessoas.
Dane-se a prova e a faculdade, pelo menos hoje!

6.6.10

Coração


Porque ele fica apertado e parece que diminui.
Porque ele fica sem saber o que sentir e como fazê-lo.
Porque ele fica sem querer, mas com o pensamento fixo.
Porque ele quer no momento, no segundo.
Porque ele se sente acolhido.
Porque ele se sente sofrido e abandonado.
Porque ele se sente amado e contente.
Porque ele quer saltar pela boca.
Por quê?
Porque é do coração.

5.6.10

Bobeira

Olhos perversos,
Olhos de quem planeja,
Olhos perdidos,
Olhos escondidos.

Por trás daquelas lentes escuras, ela tudo observava, tudo planejava, com um sorriso discretíssimo nos lábios.

Perdera o controle, tinha que aprontar uma travessura, nada mais a segurava, havia somente o impulso da diversão naquela mente sapeca, aquela mente de sabotagem.

E sim, ela assistia o resultado da execução, de olhos bem abertos, bem encobertos, e sorria por dentro, o plano estava feito.

Tivera sucesso.

Muitos smiles...

3.6.10

7:34 p.m.

De repente a garganta fecha, e o estômago parece estar em outro lugar, foi substituído por uma espécie de pedra, que fica se mexendo lá dentro, te deixando meio agoniada, meio sem explicar.
A respiração fica difícil, e cansativa.
Da uma vontade estranha de chorar, mas nenhuma lágrima cai, e você simplesmente prefere dormir, ou ficar sozinha, para ver se isso some, se acaba.
Cabeça a mil por hora, pensando de tudo e todos coisas demais, pesadas e leves, loucas, dramáticas, de tudo um pouco.
É estranho, uma sensação de vazio toma conta, e quando menos percebe-se, você já está deitado, com o corpo apertado, contra si, se acusando de algo, que não se sabe o que é.
De repente tudo perde a graça, você quer a companhia de pessoas de quem gosta, mas não consegue chamá-los, tudo parece distante do que é de verdade, e o estômago dói um pouco, tem um nó na garganta que não quer desmanchar.
As vezes isso acontece, incomoda, dói...Só não se sabe o por quê e de onde é originário, o que seria uma ótima raiz para o remédio.
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Está parecendo noite de sábados, daqueles em que ficamos de bode e parece que o fim de semana vai ser uma merda, sei lá, aconteceu, depois de tanto tempo...

31.5.10

Estrada

Parada no meio da estrada,
Já nem sabia mais o que fazer.
O automóvel, que outrora fizera sucesso,
Já não tinha mais combustível,
E eu,
Sozinha no meio da estrada,
Nada podia fazer.

Abri a porta, saí, olhei,
Nada,
Absolutamente sozinha.

Entrei no automóvel novamente,
Liguei o rádio de pilha que estava no porta-luvas e comecei a escutar aquele velho trote,
Que um dia,
Fora moda.

Me acomodei no banco traseiro,
Cruzei as pernas,
Encostando os pés na janela,
Fechei os olhos,
E deixei a nostalgia me levar...

Me lembrei de uma cena que não fazia muito tempo, acontecera comigo.
E um sorriso de repente, invadiu meus lábios.
Não conseguia esquecer.
Papai quase me matara. (risos)

Mas foi sem culpa que resolvi fugir,
Fugir para vê-lo,
Ao menos no fim de semana.

Mas agora, cá estou.
Na estrada.
Sozinha.
Com esta música que tanto me agrada.

Me lembrando na noite passada,
Onde eu não sabia diferenciar o meu corpo do seu,
Os seus olhos dos meus,
O palpitar de dois corações loucamente vivos.

28.5.10

23:32 may


São os pensamentos que tanto me absorvem,
Me alegram,
Me entristecem.
São os pensamentos que me levam a outra órbita,
Me tiram do chão,
Me jogam contra as paredes.
-Estas, que estão difíceis de visualizar.
São os pensamentos que me elevam,
Me confundem,
Me respondem.
-Alguma coisa resplandece.
E de pouco a pouco, de encanto a desencanto, de risadas a lágrimas nada hostis.
Vou me perdendo dentro deste mundo de incertezas, dramaticidade e elementos bizarros, extremamente bizarros.
Me perco em uma algazarra de cores, sabores, texturas, nem sei mais o que quero, como quero, com que intensidade.
Nem sei mais o significado do meu nome.
Lembranças, fisionomias, olhares, sorrisos, tudo confuso, tudo fora de foco.
Onde estou? Como estou? Onde vou? Por onde começo?
Nada de direções, nada de foco.
Corre tempo, tempo corre.
Olhos abertos, olhos vendados.
Tudo assim, em cima de incertezas e cansaço.
Sono, muito sono...
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Um sono indescritível me invade, não sei ao certo por quê, dormi horrores ontem, mas a cabeça pede, implora. Sexta-feira normal, sem expectativas de noite longa, conversas absurdas e sem vinho, sem vinho...
Esperando o amanhecer do sábado.

27.5.10

Refúgio


Existe um lugar, onde as borboletas que ficam no estômago aparecem, sem medo de ser perseguidas.
Existe um lugar, onde se pode aninhar a cabeça, e o verbo pensar passa a ter outro sentido.
Existe um lugar, onde as formas do corpo passam a ter todo ou nenhum significado, ainda sim, este, fica bonito independente do ângulo que se visualiza.
Existe um lugar onde as palavras podem ou não serem pronunciadas, pois a essência delas está no ar, que hora gela, ora esquenta.
E todas as estações, lá estão acomodadas, de forma simples e brilhante.
E quando se para, somente para vislumbrar, percebe-se que os olhos estão fechados, e que mesmo se pensando que está a imaginar.
O real está bem em frente, se aproximando lentamente, trazendo consigo anseios e desejos, palavras e pensamentos, toda a essência de um lugar.
Não se recorda nem nome, nem localização exata, são guardadas as memórias, somente as memórias e o cheiro, de um tudo, um nada...

20.5.10

-Dane-se, cansei de ser certinha. Não estou nem aí...
-Mas a minha namorada é ciumenta, e outra, vai ser foda depois...
-Vai rolar aquela coisinha chamada culpa na consciência, é isso?
-Sei lá, se é assim que você prefere chamar, tudo bem.
-Não quer mais então?
-Não é isso...
-Aha...acho que entendi.
-Hã?
-Me da um medo, que medo..., você me mandou essa música uma vez. Ela cantarolou.
-Faz tanto tempo, você ainda lembra.
-Lembro, lembro sim. E olhou para ele, apaixonada e curiosa.
-Não faz assim, eu namoro agora, não posso.
-Não vou mais insistir então, se é assim que você quer.

Ela se virou lentamente, um pouco desapontada, e começou a caminhar.
Menos de dois segundos depois, ela sentiu um aperto de leve na cintura, e se virou. Sem tempo de responder, foi invadida pelo beijo que agora, ele lhe dava, sem culpas ou pensamentos a mais.
-Mas e a sua namorada? Ela disse tentando recuperar o fôlego.
-Está no curso, e volta mais tarde.
-E a culpa?
-Que culpa?
Ela sorriu. E o beijou.
Ele, respondeu sem dúvidas.
E a tarde passou mais rápido, mais apaixonada, mais escondida.

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Brincadeiras geram inspirações, risadas e outras coisas.
Porque eu precisava escrever algo, sim soa um pouco bobo demais este, mas não me preocupo.
E sim, porque eu lembrei de suas brincadeiras e risadas que tanto me divertem.

15.5.10

Empty


Não consigo parar de pensar, de escutar. Este burburinho todo me atrapalha demais!
Estou me desfocando de tudo, de um todo.
Sinto tudo de forma estranha e intensa, não parece estar aqui dentro, está vazio.
Vazio?
Não sei se é bem assim.
Mas estranho está. Formas e cores vem e vão, tudo está muito misturado, não consigo diferenciar quase nada...
Esta vastidão me impede de enxergar o que está a poucos passos dos meus pés, que agora, está descalços e pisam nas folhas secas e geladas de um bosque escuro, e quieto.
De repente eu começo a olhar tudo o que está em volta, e só enxergo grandes troncos de árvores, que com o passar da hora, vão se tornando cada vez mais sombrios, e aquele vazio que eu sentia, se torna, rapidamente, um medo, medo dessas sombras estranhas que me cobrem, que me olham, tudo se torna infinito, de repente.
Ao cair da noite, percebo que entro em desespero, pois só consigo visualizar as sombras, e nada mais.
Me deito próxima a um tronco não muito grande, próxima a uma clareira. E lá, adormeço, não sei como consegui fazê-lo.
Amanhece, e todas as sombras que me perseguiram noite passada, haviam partido, eu estava novamente no bosque vazio, em meios a árvores e mais árvores, com suas folhas secas e coloridas, me proporcionando um lindo desenho. Começo a observar, me perdendo ali. Parando de escutar e de pensar, utilizo somente minha visão, que agora sabe bem o que está contemplando. E esta visão começa a me dar uma paz, aquela que eu não sentia, não visualizava mais. Meus pés.., mal os sinto, tamanha a intensidade do frio, os dedos de minhas mãos estão endurecidos, meus lábios, praticamente cortados, junto ao vento.
Mas me alegro, somente pelo fato de estar observando esta cena. Me atrevo a dar um passo, quero sentir o chão...
Acordo, de repente!
Estou com os pés descobertos, e a janela do quarto está aberta. Minha cabeça volta a pensar, arduamente e com maior velocidade. Sinto pequenos sons me invadindo, novamente. Fecho meus olhos o mais forte que posso, e o frio termina de invadir meu corpo, que está coberto.
E eu percebi que era um sonho mesmo...
Resolvo me levantar, e quando coloco os pés no chão, não sinto aquele frio estranho de outrora, estou calçando meias, meias quentes. Mas ao olhar estes mesmos pés, visualizo uma folha seca bem ao lado de um dos mesmos.
Estava a sonhar acordada?