19.10.10

Memories


Hoje resolvi abrir meu baú...
Encontrei uma antiga boneca de pano, sempre dormia com ela, me sentia tão bem em seu aconchego, me lembrei das melhores noites de sono que já tive.
Também vi uma revista de desenhos, eu perdia horas pintando cada um deles com canetinha, giz de cera, lápis de cor, horas de pura viagem de mim mesma.
Encontrei o primeiro cartão de aniversário que um alguém muito especial me deu, com a foto de nossos pés juntos, meus all star e seus tênis (risos), e automaticamente voltei para aquele dia.
Depois disso, eu me lembrei de alguém que para sempre vai viver dentro de mim, e sem conseguir me conter, algumas lágrimas de saudade caíram sem meu consentimento, e uma melancolia absurda me tomou.
Mais tarde, neste mesmo dia, eu estava conversando e invadindo o olhar que eu tanto gosto, quando mais uma vez, a imagem de um passado recente me veio, e acabou mais cedo com a minha noite..
Tenho plena consciência de que as memórias jamais irão embora, nem eu quero ficar sem elas, mas é que a saudade é algo incontrolável, é algo que faz com que toda sua sanidade se perca, te deixando sozinha, em mil pedaços.
Eu não quero me acostumar à isso, mas ainda é recente, ainda é próximo demais, ainda me fere muito, mas eu ei de superar, ei de encontrar uma luz maior, a presença já me consola, preciso apenas do resto de minha mente.
Ainda sim sou uma feliz, muito feliz (apesar de estressada) mortal.
Ainda sim, eu sei amar, eu sei transformar algumas coisas em trapalhadas, e consigo gargalhar.
Ainda sim, eu sei respirar.

14.10.10

Cine; Tropa de Elite 2


Podem falar mal, ou até mesmo pensar, "Você publicando algo sobre o filme acima citado?"

Pois sim, estou publicando um texto sobre o filme Tropa de Elite 2.
E o faço com gosto, pois de fato, o filme é excelente, para um público vazio, ignorante.
A abordagem é mais do que forte, é praticamente um soco no estômago ao sistema, às falhas e sucessos destes hipócritas ridículos.
Há uma porção de cenas de "comédia", que são marcadas por piadas subliminares, cheias de crítica e pensamentos profundos.
Você assiste à uma obra dessas, e ao término, questionamentos mil surgem.
Aí, quando você sai da sala, depara com um bando de pessoas inúteis discutindo as cenas menos importantes, ou falando merda, sobre um tema tão importante, e que caiu como uma luva no momento em que estamos; eleição.
Tudo lá é cabível e cheio de enumerações relevantes a respeito de política, educação, caráter. Aposto que infelizmente uma porcentagem mínima deve ter notado o mesmo.
Mas ainda sim, temos de agradecer por termos uma parcela, ainda que pequena, de seres pensantes, seres questionadores deste mundo em que vivemos, nesta nossa sociedade "democrática", neste país onde podemos fazer a diferença (só não descobri aonde), neste lugar que devemos chamar de casa, de lar.
Fico indignada mesmo com as coisas que ouço e vejo. Um bando de cabeças sem cultura, sem vontade de se aprofundar em nada, sem vontade de aprender, de conhecer, de cultuar melhor o mundo que vive.
Isso me da nojo, náusea.
Pior ainda é sair da sala do cinema e pensar que talvez não haja cura para isso, cura para estes deputados, governadores, senadores, futuros presidentes. Afinal, a ficção não é mera coincidência, e o texto, é praticamente um retrato absurdamente nítido desta realidade que somos inseridos.
Basta dia-a-dia se atentar aos mínimos detalhes, à um minúsculo texto de jornal para notar a semelhança da obra à realidade.
Acho que é isso, mais ou menos um desabafo em cima de toda uma decepção de uma sociedade, de pessoas, de um todo.

Live us

Deixa eu me perder dentro desse teu beijo,
Deixa eu me embriagar no cheiro do teu pescoço,
Deixa eu encontrar minha natureza dentro dos teus olhos,

Deixa eu me esconder no contorno das suas costas,
Deixa eu fingir ser uma outra,
Deixa que eu seja eu mesma,
Deixa eu me iludir no contorno dos teus lábios,
Deixa eu me divertir na tua risada,
Deixa eu mergulhar nas tuas palavras,
Deixa eu te amar.




Se o impossível for encontrar a felicidade,
Deixa que eu procuro ela dentro de você.
Se um mortal não for capaz de ser contente a todo momento,
Deita e dorme no meu colo todas as noites,
Se eu ao menos puder ser alegre a todo instante,
Deixa eu apoiar minha cabeça no teu ombro,
Me deixa dizer sempre que possível;
Eu te amo.

7.10.10

Fragmento

É estranha toda essa sensação de rapidez, de fácil desencanto.
As pessoas se entregam de tal forma, que não há tempo para aquele famoso flerte, o famoso namoro em si.
Tudo anda tão rápido, perdendo a sincronia,
Anda desenfreado, meio que sem sentido,
Se perdendo.

As fases não andam sendo experimentadas, almejadas, andam perdendo seus porquês, seu interesse sentimental, andam sendo jogadas para o nada, perdidas.

Esse texto aparentemente está sem nexo, mas é que tem pessoas que possuem o poder de tirar o bom senso e o resto de paciência que me resta, e querer dizer à elas tudo o que me vem a mente.
Felizmente elas me seguem em dias em que estou educadíssima e me controlo, mas que anda difícil, anda.
Essa palhaçada toda de papinhos velhos e sem fundamento, essa hipocrisia de dizer que teria que ser assim ou assado, nada me interessa, já falou o que tinha que falar, então, me deixe em meu canto.
Pare de ficar se comparado a fulano, a fulana, pare de me contar, já entendi o que acontece, já fui informada.

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Sim, estou de mau-humor por causa de pessoas que vivem em redominhas que me incomodam, e sim, cada vez mais eu me sinto contente por ter seu abraço e suas conversas que tanto me alegram.
Me apaixonei novamente ontem e sinto que estou mais leve, mais eu.
Somente a dor de cabeça anda me incomodando.

27.9.10

Pequena Carta


Querido,
Me desculpe se ando estranha nesses últimos dias, nem eu sei realmente o porquê.
Me desculpe se fiz alguma brincadeira que não te agradou, ou se fui estúpida por diversas vezes, minha cabeça anda me matando com essas dores.
Meu estômago parece que trocou de lugar com meu coração, pois anda fazendo estranhos barulhos, e com uma pulsação estranha.
Perdoe meus momentos de falta de palavras, ou de uma ação carinhosa que te agrade.
Perdoe estas minhas últimas faltas.
Marina
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Sei que pode soar exagerado, também pensei o mesmo. Mas estava precisando escrever, pois na maioria das vezes não consigo dizer exatamente o que penso, preciso organizar tudo o que me vem, e veio assim, mais ou menos assim.
Tão exagerada, tão verdadeira.

24.9.10

Desabafo (2)?

É terrível errar, ainda mais alguém com ansiedade absurda.
Os primeiros sintomas são facilmente identificados; o coração dispara de uma forma tão maluca, que você o sente pulsar, um pouco abaixo do maxilar, na área abdominal, e o cérebro, isso mesmo, o cérebro parece que está pulsando sem parar, e o desespero te adentra, sem deixar nenhum vestígio de saída.
Parece que tudo travou, que você está ali, de mãos atadas, sem saber o que fazer.
Desistir? Correr atrás? O que fazer?

Sei lá...minhas mãos tremem um pouco, e meu ombro já sente dores, tensão extrema, espero que abrande até o fim do dia. Afinal, o fim de semana está aí, tenho um pouco de trabalho a fazer, e quem sabe, me concentrar em alguma diversão...

foda.

23.9.10

fragmento ##

Hoje as horas passaram com uma velocidade grande, mas ainda sim, parece que o ano está com preguiça de acabar. Parece que quer ficar para sempre neste mês, neste dia...

Estou trabalhando, estudando, posso estar sorrindo e falando besteira, mas o desespero aqui por dentro corrói, estraga, invade sem piedade alguma.

O pedaço que outrora me era esperançoso se fora, e minha felicidade jamais voltará a ser completa, juro que tento completar o resto, o tal 90%, mas anda tão difícil.

As vezes parece que meus desejos e sonhos mais queridos vão demorar a chegar, ou chegarão com milhões de pedras no caminho. Isso agoniza os menores e tristes pensamentos, isso deterioriza um sorriso que está prestes a sair. Dói, dói tanto.

Minha mente neurótica e paranóica não me abandona nunca, parece que ama este tolo consolo, este tolo fragmento.

E eu...vou me perdendo, me achando por entre os cantinhos.

20.9.10

Feito


Ela queria uma noite de sonhos. Ele, sexo. Ela queria imaginar estrelas. Ele, sexo. Ela queria escutar os tais "fogos de artifício". Ele, sexo. Ela ansiava por beijos longos e apaixonados. Ele, sexo. Ela queria todo um carinho antes. Ele, apenas o sexo. Ela, o olhava apaixonada. Ele, a olhava excitado.
E a noite dava entrada no frio apartamento, daquele predinho de três andares, simples, escuro, e frio.
Ela, tirava cuidadosamente a camisa dele. Ele, atacava com rapidez a saia dela. Ela se deitava e observava o que ele fazia. Ele, tirava sua calcinha e observava seu desejo. Ela abria devagar suas pernas. Ele, ia dilatando as pupilas, e aos poucos, sentindo o gosto dela. Ela, fechava os olhos e deixava que as sensações a tomassem. Ele, se deitava por cima dela, lhe beijando a boca sem pressa agora. Ela, o beijava em resposta, abaixando suas calças lentamente. Ele, terminava de se despir, e tomava o corpo dela com intenso deleite, deixando para depois toda a pressa, e desejando que a noite se prolongasse por dois dias. Ela, suspirava e gemia com tamanho desejo, rezando para que a madrugada durasse toda uma tarde...
Ela teve uma noite de sonhos e afagos carinhosos. Ele, queria amá-la mais. Ela, queria sexo. Ele, um beijo.
E a madrugada se prolongou.

Fragmento #02

Às vezes eu nem sei mais se existo,
Quando meu olhar se estagna perante o teu,
Parece que tudo o que estou vivendo se intensifica com o passar dos segundos,
E meu coração dispara com a com a mesma intensidade desde nosso primeiro encontro.

Quando meus dedos se entrelaçam nos teus,
Toda essa atmosfera que vivo se dissipa,
Me fazendo relembrar tudo que outrora eu sonhara,
Eu planejara,
Eu inventara...

Mas não é ilusão de óptica, de audição, muito menos de paladar,
Tudo isso é realidade,
Todo esse seu gosto é minha verdade.

E eu posso afirmar que se apaixonar é bobo,
É engraçado,
É atrapalhado,
Mas é ainda mais fantástico, mais maravilhoso, mais encantado.

Não que eu viva em um conto de fadas, estou bem longe deste mesmo,
Mas eu vivo um amor que fica um pouco distante de certos clichês,
Certos pontos que se encontram em amores mais "convencionais",
Acho que amo cada vez mais esse nosso modo de olhar e viver o mundo,
Esse nosso modo de amar e encarar uma realidade paralela,
A qual eu não quero me desligar,
Não quero sair.

Que a vírgula que invade nossos textos e conversas possam se prolongar por longos parágrafos, e que eu sinta que as reticências acentuem somente risadas ou suspiros que andam cada vez mais intensos.
Pois é dentro de mim que você está, é dentro das minhas pupilas que sua respiração aumenta, é dentro do nosso beijo, que eu não tenho medo de caminhar.

15.9.10

Cabeça ponta



O mundo fica meio que de ponta cabeça, quando suas mãos tomam meu quadril.
E meu estômago se contrai.

O mundo fica meio que de ponta cabeça, quando sua boca se apossa do meu pescoço.
E minhas mãos tomam sua nuca.

O mundo fica meio que de ponta cabeça, quando deitamos juntos e encaixamos nossos corpos.
E minha mente se desliga do mundo.

O mundo fica de ponta cabeça, quando nossos corpos se encontram.
E eu me perco em sua respiração.