20.5.09

Bandinha


Apenas relembrando o show que tanto gostei, e nada tinha postado...
Cachorro Grande, adoro a banda e o show foi ótimo, sintonia muito boa, momento raro.
É isso.

15:33 p.m

Seria a falta do que fazer?
Seria o modo como me ocupo?
Ou seria de fato os meus pensamentos tolos de sempre?
A verdade é que já não sei mais, sei apenas que sinto uma saudade que já é desmedida, uma saudade que me prende a pensamentos que não conseguem se deslocar para outro lugar, me sinto pequenina em meio à toda essa visão, a toda essa imaginação e ilusões inúteis.
Se apaixonar é pior do que cair do alto, é pior do que dor de cabeça, pior que garganta inflamada, pior que abstinência, dor inexplicável.
Infeliz (ou feliz)mente ainda penso em vc, mas sei que vai passar, sei que vai, vou repetir até estar suficientemente segura disso.

A semana está sendo proveitosa até, tirando o terrível mau-humor de terça de manhã, e a porção de besteiras que ando dizendo na faculdade, tudo mais ou menos sob controle.
Amanhã vou ficar o dia inteiro fora, trabalho, curso, facul...Já nem sei se terei tempo de recuperar o sono no fim de semana, esperarei para ver.

Vontade de tomar um café bem quente para aquecer este frio, e comer um chocolate que por raios só mês que vem...[inferno], acho que posso superar.
Baboseiras a parte, o texto não é dos melhores, inspiração anda me faltando e muito ultimamente [ou não?]

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9.5.09

A idade do céu (Zélia e Simone)

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu

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Sábado desanimado, quase que parando está, mais uma vez caindo em monotonia, mas uma vez mau-humorada, mais uma vez decepcionada.

6.5.09

Ponto.

Eu de fato já sabia,
Apenas não queria acreditar,
De fato era real,
Apenas não queria acreditar,
Eu estava ciente,
Só não queria confirmar.

O ponto final chegou,
Como toda história,
Conto,
Frase,
Chegou de fato ao seu veredicto final.

Agora restaram apenas lembranças e pensamentos que irão se tornar longínquos,
Se tornarão talvez até vagos algum dia,
Isso me atormenta.

Talvez nem sejam lembrados,
Nem as memórias,
Nem fragmentos,
Nem os próprios seres,
Isso que castiga.

Foi-se o último fio de esperança que se restava,
Cá estou mais uma vez,
Despida por dentro,
Sem muitos rumos a tomar,
Cá estou mais uma vez,
Pecando,
Pecando por me apaixonar.

26.4.09

cinto e oito p.m

Ontem tive algumas boas surpresas, até que enfim, algo de diferente.
Acordei as 17:00hs, acabada, cansada, enfim...
Uma hora depois, mais ou menos, recebi a ligação, e compareci ao bar no momento marcado, com uma roupa que eu tinha posto em dez minutos, e lá estavam algumas pessoas, sim, pessoas chatas, fúteis e com cabeças menores do que algo que não me vem a cabeça agora, estava entediada, mau humorada, de saco cheio, até que uma hora enfim, reencontrei velhos amigos, dos tempos da escola, foi ótimo, conversamos durante horas, demos risadas, trocamos olhares e sorrisos que eu sentia falta há um tempo.
Logo após mais duas pessoas agradabilíssimas, que me fizeram sentir bem.

Se não fosse essa maldita dor de garganta estaria muito melhor, mas nada pode ser lindo a todo momento, por isso, nem vou dar tanta atenção à isso, mesmo porque, daqui algumas horas, duas para ser mais exata, estarei prestigiando um lindo sarau, sarau de amigos, conhecidos, loucos, minha atmosfera.

Há muito não postava, decidi por escrever mais um texto bobo, ao menos me sinto melhor, escrever sempre é bom, mesmo sendo esta bobagem.

6.4.09

Cegueira Bendita



Ando perdida nestes sonhos verdes

De ter nascido e não saber quem sou,

Ando ceguinha a tatear paredes

E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…

E a minha alma cega, ao abandono

Faz-me lembrar o nenúfar dum lago

´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo

E não ver nada nesse mar sem fundo,

Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!

Pobres cegos sem culpas, sem pecados,

A sofrer pelos outros à morte!

Florbela Espanca

Dez e trinta e nove p.m.

Não quero.
Não estou.
Não falo.
Não escuto.
Não quero ver.


Tudo se esvai assim, de repente, como um dia após o outro, e o que nos sobra?
Isso depende, é claro, relativo como tudo na vida, neste caso, infelizmente (ou felizmente, não sei) nada sobrou, aliás, até sobrou, migalhas de algo que não consigo, não quero escrever, cúmulos de tolas palavras e pensamentos toscos, tudo isso sempre assombra, mas de repente esta intensidade me apareceu maior nesta noite. Não tenho nem ao menos uma estúpida reação, malditos nervos que congelam estes!
Estou cansada deste modo de sobreviver, sendo que há tanto ou quase nada a fazer, mas ainda sim há.
Estou cansada do modo como as pessoas absorvem e passam informações desnecessárias e inutilizáveis, cansada desta hipocrisia maldita.
Apenas cansada.



Espero recuperar logo este cansaço, aonde deixei meu cigarro?
¬¬

29.3.09

12:50 am

Dia ensolarado,
Nem tão frio, nem tão calor,
Boa música,
Chocolate,

E mesmo assim esse vazio permanece, e mesmo assim os pensamentos ainda me assombram, de modo que não consigo me concentrar, me focar em outras coisas, o que sinto nem sei ao certo explicar, é confuso, chega a doer, mas não sei dizer, não posso explicar.
Sinto falta, uma falta não sei bem ao certo se pequena, ou se maior do que o meu esperado.
Só não posso sair da minha linha de combate, desta jamais!
Confusão eterna, eu acho.
Preciso parar de pensar, aonde está aquela maldita droga que tanto me ajudou... Quero parar de pensar, nem que só por um curto período de tempo.

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Cadê?

25.3.09

Manhã
Sono, sono, sono
Dor de cabeça

[saudade]


Tarde
Dor de cabeça infernal,
Corpo mole,
Garganta estourando...
Obrigada doutora [e que doutora..rs]

[saudade]


Noite

Melhora,
Risadas,
Calma,

Mais saudade, saudade, saudade.
I just wanted one more time.
That´s all.



22.3.09

dezoito e quatorze

Não consigo enxergar nada claramente, tudo está rodando em câmera lenta, rostos, cores, pessoas, nada posso enxergar.

Respiro o cheiro daquele maldito cigarro, não consigo mais sentir outro cheiro.
Esfrego meu corpo em baixo da água fria, e o mesmo cheiro lá permanece.

Minha cabeça ainda roda, raciocínio muito, muito lento, estou quase parando, estou quase me afogando nisso tudo.

Ao menos parei de pensar, ao menos algum tempo, algum segundo inesperado.

Droga!

O efeito já está passando...
O cheiro ainda é o mesmo,
Mas a minha visão está retornando, e agora vejo claramente o seu rosto, sua expressão, seus olhos, mas ainda sim, retornando, voltando à minha sobriedade, nada interpreto, nada falo.
Meus pensamentos voltam as poucos, e o ápice já foi.

Só me resta agora dormir, e acordar amanhã sem perspectivas, sem pensar no ontem, no que fiz, no que disse, sem você...

Aonde está meu analgésico?