6.4.09

Cegueira Bendita



Ando perdida nestes sonhos verdes

De ter nascido e não saber quem sou,

Ando ceguinha a tatear paredes

E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…

E a minha alma cega, ao abandono

Faz-me lembrar o nenúfar dum lago

´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo

E não ver nada nesse mar sem fundo,

Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!

Pobres cegos sem culpas, sem pecados,

A sofrer pelos outros à morte!

Florbela Espanca

Dez e trinta e nove p.m.

Não quero.
Não estou.
Não falo.
Não escuto.
Não quero ver.


Tudo se esvai assim, de repente, como um dia após o outro, e o que nos sobra?
Isso depende, é claro, relativo como tudo na vida, neste caso, infelizmente (ou felizmente, não sei) nada sobrou, aliás, até sobrou, migalhas de algo que não consigo, não quero escrever, cúmulos de tolas palavras e pensamentos toscos, tudo isso sempre assombra, mas de repente esta intensidade me apareceu maior nesta noite. Não tenho nem ao menos uma estúpida reação, malditos nervos que congelam estes!
Estou cansada deste modo de sobreviver, sendo que há tanto ou quase nada a fazer, mas ainda sim há.
Estou cansada do modo como as pessoas absorvem e passam informações desnecessárias e inutilizáveis, cansada desta hipocrisia maldita.
Apenas cansada.



Espero recuperar logo este cansaço, aonde deixei meu cigarro?
¬¬

29.3.09

12:50 am

Dia ensolarado,
Nem tão frio, nem tão calor,
Boa música,
Chocolate,

E mesmo assim esse vazio permanece, e mesmo assim os pensamentos ainda me assombram, de modo que não consigo me concentrar, me focar em outras coisas, o que sinto nem sei ao certo explicar, é confuso, chega a doer, mas não sei dizer, não posso explicar.
Sinto falta, uma falta não sei bem ao certo se pequena, ou se maior do que o meu esperado.
Só não posso sair da minha linha de combate, desta jamais!
Confusão eterna, eu acho.
Preciso parar de pensar, aonde está aquela maldita droga que tanto me ajudou... Quero parar de pensar, nem que só por um curto período de tempo.

___________________________________________________________________

Cadê?

25.3.09

Manhã
Sono, sono, sono
Dor de cabeça

[saudade]


Tarde
Dor de cabeça infernal,
Corpo mole,
Garganta estourando...
Obrigada doutora [e que doutora..rs]

[saudade]


Noite

Melhora,
Risadas,
Calma,

Mais saudade, saudade, saudade.
I just wanted one more time.
That´s all.



22.3.09

dezoito e quatorze

Não consigo enxergar nada claramente, tudo está rodando em câmera lenta, rostos, cores, pessoas, nada posso enxergar.

Respiro o cheiro daquele maldito cigarro, não consigo mais sentir outro cheiro.
Esfrego meu corpo em baixo da água fria, e o mesmo cheiro lá permanece.

Minha cabeça ainda roda, raciocínio muito, muito lento, estou quase parando, estou quase me afogando nisso tudo.

Ao menos parei de pensar, ao menos algum tempo, algum segundo inesperado.

Droga!

O efeito já está passando...
O cheiro ainda é o mesmo,
Mas a minha visão está retornando, e agora vejo claramente o seu rosto, sua expressão, seus olhos, mas ainda sim, retornando, voltando à minha sobriedade, nada interpreto, nada falo.
Meus pensamentos voltam as poucos, e o ápice já foi.

Só me resta agora dormir, e acordar amanhã sem perspectivas, sem pensar no ontem, no que fiz, no que disse, sem você...

Aonde está meu analgésico?

26.2.09

Tua mão acariciava a minha nuca,
E eu quase caía em contradição,
Estas mesmas mãos iam descendo pelas minhas costas,
Meus olhos quase fechados,
Beijos no rosto,
Ia me iluminando,
Mãos dadas,
Felicidade,
Um longo, terno e carinhoso beijo na boca,
Pernas trêmulas,
Olhar mais que penetrante,
Foi-se o último suspiro...

E quando menos percebi,
Já estávamos, as duas,
Na cama,
Corpos grudados,
Corpos suados,
O único som audível,
Era o conjunto de gemidos, palavras mal pronunciadas e respiração alterada,
Que saía de nossas bocas,
Ela me olhava de tal maneira,
Que eu, tola, não conseguia me concentrar,
Tuas mãos,
Teus dedos,
Teu lábio,
Tua língua,
Invadiam meu corpo de maneira assustadora,
Ela começou a beijar meu rosto,
Tocando o interior de minhas coxas,
Falando besteira,
E eu,
Cada vez mais excitada,
Já não comandava mais meu corpo,
Meus atos,
E em um louco impulso,
Toquei em seu ponto secreto,
Comecei a acariciar teu corpo,
Procurando conhecê-lo melhor,
Procurando mais uma característica única e exclusiva tua,
E quando pensei que tinha achado o ponto,
Ela me invadiu assim,
De uma só vez,
Mal lembro o que pronunciei,
Já tinha me perdido,
Estava no topo do paraíso e do inferno ao mesmo tempo,
Já não sabia aonde estava,
Foi assim, durante toda aquela tarde...

Quando nossos corpos finalmente molhados estavam,
Quando o último suspiro foi dado,
O último beijo trocado,
Ela se levantou,
Totalmente nua,
Abriu um lindo sorriso,
Ascendeu o cigarro,
E se encontrou no parapeito da janela,
Observando o pôr-do-sol,
E lá permaneceu por algum tempo,
Até que o cigarro acabou,
Os pensamentos se estagnaram, por hora,
E a noite começara a chegar...

Ela veio em minha direção,
Segurou minhas mãos,
Me levantei,
Nos beijamos mais uma vez,
E ela fez um convite,
Falou baixo,
Mordiscando o lóbulo da minha orelha,
Eu,
Devolvi com um olhar de "sim",
E voltamos para aquela atmosfera,
Para o louco suor...

Afinal, a tarde acabara agora,
E a noite estava ainda dando as boas-vindas...

____________________________________________________



Dúvidas muito sérias com relação a postagem este texto, mas fazer o que, os dedos estavam coçando insistentemente, sei que a qualidade não é lá essas coisas, mas...
Mais um texto piegas e um tanto quanto sem nexo.

Sono, muito sono...

21.2.09

carnaval?

Hehe...os planos para o carnaval foram totalmente modificados, motivos?
Nenhum que realmente valha a pena citar.
Mas a verdade é que estou pouco me importando, tive uma excelente semana (Graças a Deus!), e a sexta-feira foi bem interessante, portanto, dane-se a viagem...
Nada de bom neste sábado, apenas o sono de sempre.

4.2.09

dezesseis e cinquenta e dois



Achei um luxo e nada a mais (sexy talvez?)

dezesseis e quarenta e oito

Finalmente, após um longo tempo acordei de bom humor, acho que estava precisando realmente voltar para a faculdade, eu sei que as vezes reclamo, acho chato, mas ao mesmo tempo, aquele burburinho, aquele movimento todo acaba atraindo o meu olhar, encontrei meus amigos, minha sala, bem, ela permaneceu estática, posso até dizer que mais chata do que no ano passado, mas eu ignoro, finjo não ver, tenho de aguardar até semana que vem, espero que pessoas interessantes apareçam, ao menos.
Estou me sentindo leve, algum aspecto positivo está começando a crescer, não sei ao certo aonde ele se localiza, mas está crescendo. Agora o ano definitivamente começou (para mim).
Espero ao menos tentar afastar "isso" que quer me perseguir à todo momento.
Mais um início de ano, talvez um novo começo...


*o texto ficou péssimo, mas precisava escrever..rs

3.2.09

dezesseis e cinco

Não quero mais falar, nem sentir, não quero descrever, ou ao menos; pensar.
Estou farta de tudo, ou de todos, não sei, quem sabe até, os outros estejam fartos da minha absurda capacidade de não saber me expressar ou falar, simples assim, as pessoas se surpreendem umas com as outras a todo momento, e há surpresas a todo instante o que me deixa profundamente deslocada, acho que a palavra da semana se define muito simples: solidão.


-----